AÇÃO E LIBERDADE POLÍTICAS NA UTOPIA INGLESA SEISCENTISTA

Helvio Moraes

Resumo


O objetivo deste estudo é analisar a literatura utópica inglesa que testemunha e aborda criticamente os principais conflitos e reviravoltas na cena política do período que engloba a Guerra Civil, a instauração do Parlamento e a Restauração, levando em consideração alguns elementos que a caracterizam: 1) A defesa da liberdade política, fundamentada nos princípios republicanos avançados por Harrington, em oposição ao governo monárquico patriarcal; 2) O abandono de uma visão cíclica e escatológica da história, com ênfase dada ao debate e ação políticos no processo de transformações sociais; 3) Ao contrário da tradição utópica precedente, os debates sobre a melhor forma de governo, contrastando princípios republicanos e monarquistas, acabam por criar uma literatura de cunho às vezes panfletário, às vezes pragmático, que gera o que podemos chamar de “tensão projetual”.


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ISSN (Impresso): 1517-9257

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Papéis - Revista do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagens

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Universidade Federal de Mato Grosso do Sul